Emissões atmosféricas em queda apesar do crescimento da atividade económica

Emissões atmosféricas em queda apesar do crescimento da atividade económica

É uma boa notícia para o planeta. Ao contrário do que aconteceu em 2017, ano em que as emissões atmosféricas subiram mais que a atividade económica, em 2018 a situação inverteu-se. Segundo as Contas das Emissões Atmosféricas, reveladas esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os principais indicadores ambientais apresentaram decréscimos no ano em análise.

O Potencial de Aquecimento Global recuou 4,5%, enquanto o potencial de Acidificação diminuiu 2,4%. Já o potencial de Formação de Ozono Troposférico registou uma queda de 1,6%. As emissões para a atmosfera de Dióxido de Carbono diminuíram 6%. Por sua vez, a atividade económica, medida pelo Valor Acrescentado Bruto, cresceu 2,7%. De acordo com a análise do INE, 2018 fechou com uma “situação de dissociação”, que acontece quando há uma “redução do impacto ambiental com o crescimento económico”.

No entanto, apesar da diminuição do Potencial de Aquecimento Global, este ainda se encontra acima dos valores observados em 2013 e 2014, que foram os mais baixos desde 2010, alerta o INE.

De acordo com a análise, a atividade económica que mais contribuiu para o Potencial de Aquecimento Global foi a Energia, água e saneamento, com 32,2% do peso total. Esta é uma tendência que ocorre desde 1999. Ainda assim, face a 2017, a energia foi também o ramo de atividade que mais reduziu as emissões (-11,4%).

Os setores que registaram mais emissões de dióxido de carbono em 2018 foram a Energia, água e saneamento, com 16,8 milhões de toneladas, e a Indústria, com 14,6 milhões. Em conjunto, representam 61,3% do total das emissões de CO2 para a atmosfera.