Merkel anuncia mais 100 milhões de euros para Fundo Climático para países em desenvolvimento

Merkel anuncia mais 100 milhões de euros para Fundo Climático para países em desenvolvimento

Discursando na Cimeira de Adaptação Climática (CAC), organizada pelos países Baixos, que decorre em Haia, Merkel alertou para o "perigo" das alterações climáticas para a economia e para a segurança mundial.

“Em dezembro [de 2020] prometemos 50 milhões de euros adicionais para o Fundo de Adaptação, que melhora o acesso ao financiamento climático internacional dos países em desenvolvimento. A Alemanha porá à disposição do Fundo outros 100 milhões de euros para os países menos desenvolvidos”, anunciou a chanceler alemã.

Segundo Merkel, a mitigação das alterações climáticas e dos seus impactos “ficará mais fácil” se se confiar num trabalho conjunto e na mesma direção “com um espírito de associação” em todo o mundo.

“No que respeita à Alemanha, pode dizer-se que o país está a fazer tudo o que pode. Todos sabemos e podemos ver que as alterações climáticas põem em perigo o meio ambiente, a economia e a segurança em todo o mundo. Acredito firmemente que trabalhar em conjunto é a forma de se conseguir mitigar os impactos” na vida dos cidadãos e no mundo”., frisou Merkel.

Apesar da pandemia de covid-19, acrescentou a chanceler alemã, a Alemanha tem mantido com regularidade a sua Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas, aprovada em 2008, enquanto trabalha na “redução de emissões para atingir a neutralidade carbónica” no funcionamento económico e social do país nas próximas décadas.

“Estamos a desenvolver medidas tanto para a adaptação como para a redução (das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera) e também no contexto do nosso financiamento à questão climática internacional. Em particular, estamos a trabalhar arduamente para promover o financiamento e a segurança dos riscos climático”, disse.

Entre outras medidas, Merkel assegurou que Berlim está a ajudar a associação internacional InsuResilience para que se possa garantir mais de 400 milhões de pessoas pobres e vulneráveis contra os riscos climáticos, tentando ainda aliviar as consequências de más colheitas e inundações até 2025 com um fundo que lhes daria acesso a cobertura de seguro direto ou indireto após desastres naturais.