Covid-19 reduz emissão de green bonds a quase metade mas é “temporário”

Covid-19 reduz emissão de green bonds a quase metade mas é “temporário”

A emissão de dívida verde por parte das empresas foi reduzida a praticamente metade desde o início de 2020, comparando com o ano anterior, na qual atingiu níveis históricos, assinala a Morningstar. Ainda assim, a expectativa é que esta redução seja temporária, aferem os mesmos analistas.

Em 2019, foi emitido um recorde de 261,9 mil milhões de dólares em dívida verde, de acordo com os dados reunidos pela Climate Bond Initiative. Mas, em 2020, a epidemia de covid-19 veio cortar as emissões da maioria dos tipos de dívida a partir de fevereiro. No caso da dívida verde, a quebra nas emissões foi de 36% para os 66,6 mil milhões de dólares entre janeiro e maio.  

“Nós consideramos que este abrandamento será temporário e que os bancos vão continuar a focar-se em apoiar iniciativas sustentáveis”, escreve a Morningstar, numa nota a que o Negócios teve acesso. A previsão é que esta seja uma realidade em especial nos países europeus e na América do Norte.

Esta evolução, nos próximos trimestres, é desejável tendo em conta que “é importante para os bancos que demonstrem a capacidade de alinharem parte das atividades de crédito com as causas sustentáveis, especialmente uma vez que há um número cada vez maior de gestores de ativos que se comprometem em ter um impacto positivo no ambiente”, defende a Morningstar.

Ainda assim, estes analistas não preveem que até ao fim de 2020 seja possível recuperar de forma a ultrapassar o recorde de 2019.