Cláudia Azevedo antecipa neutralidade carbónica da Sonae para 2040: “O planeta não pode esperar mais”

Cláudia Azevedo antecipa neutralidade carbónica da Sonae para 2040: “O planeta não pode esperar mais”

"Num mundo cada vez mais instável, onde os limites que asseguram o funcionamento do planeta estão gravemente ameaçados, a Sonae tem a ambição de contribuir para a resolução dos desafios ambientais mais urgentes da atualidade. Nesse sentido, mesmo estando a passar por uma das fases mais críticas desta pandemia, temos o dever de continuar a lutar pelo futuro coletivo", defende Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.

 Por isso, a presidente executiva do maior grupo privado nacional anunciou, esta quarta-feira, 11 de novembro, que a Sonae assume “o compromisso de antecipar em dez anos o desígnio da neutralidade carbónica”, pelo que “terá as suas operações neutras em carbono já em 2040”, ou seja, uma década antes do desígnio mundialmente estabelecido.

“Porque, infelizmente, o planeta não pode esperar mais”, considera Cláudia Azevedo, em comunicado.

Admitindo que “este compromisso com a sustentabilidade implica uma transformação estrutural na forma de gerir as empresas, que terão impacto nos colaboradores, clientes, parceiros e demais ‘stakeholders’”, a CEO da Sonae diz que acredita que a descarbonização da economia “deve ser vista pelas empresas como uma oportunidade de desenvolvimento, pois abre novos caminhos de crescimento com benefícios para todos a longo prazo”, considera.

A meta da neutralidade carbónica em 2050 foi definida pela União Europeia e subscrita por Portugal, através do Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC2050), além de estar em linha com o Acordo de Paris, no qual os Estados subscritores se comprometeram a tomar ações concretas para limitar o aumento médio da temperatura mundial em 1,5oC e, assim, preservar a viabilidade do planeta.

Nesse sentido, a Sonae garante que “tem em curso um conjunto alargado de medidas de transformação, onde se incluem o recurso a energias de fonte renovável em todas as operações, a eletrificação das frotas e das operações logísticas e ‘ecommerce’, a compensação carbónica no caso das emissões não evitáveis, entre outras”.

Um conjunto de medidas que deverá resultar “na redução de 54% das emissões próprias ainda nesta década”, avança a Sonae.

A decisão da Sonae de antecipar em dez anos o objetivo da neutralidade carbónica enquadra-se na política de sustentabilidade do grupo.  Assumindo que “a proteção do planeta é estratégica”, integrou há mais de duas décadas o Conselho económico Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

Entre muitas outras iniciativas, recentemente, Cláudia Azevedo foi uma das promotoras do manifesto de três dezenas de presidentes executivos e representantes de multinacionais que defendem um novo modelo de crescimento europeu, baseado na circularidade, nas energias renováveis e nas indústrias de baixo carbono, declarando o seu apoio ao Pacto Ecológico Europeu (European Green Deal), e integra também a plataforma Champions for Nature do Fórum Económico Mundial, que tem como objetivo travar a perda de biodiversidade até 2030.

“Ainda estamos a tempo: com a implementação de ações concretas e imediatas de redução da pegada ecológica, é possível parar a atual destruição do planeta e assegurar a sua sustentabilidade, deixando um melhor legado para as gerações futuras”, conclui a CEO da Sonae.