Economia Circular: Os modelos de regeneração

Economia Circular: Os modelos de regeneração

VencedorJerónimo Martins com o projeto Combate ao Desperdício AlimentarMenção HonrosaSilvex- Devolver à TerraMaiambiente - Ecoponto em CasaN.º de candidaturas - 19

O balanço do júri
“O número de candidaturas foi uma lista extensa o que demonstra o interesse neste prémio de vários setores empresariais, em que a qualidade média das candidaturas foi muito boa, elevada.” João Castello Branco, presidente do júri.

“A produção de alimentos no mundo é responsável por um quarto das emissões de gases com efeito de estufa”, refere Sara Miranda, chief communication & corporate responsability officer do Grupo Jerónimo Martins. Acrescenta que “a luta contra o desperdício alimentar convoca todas as empresas do grupo e os seus mais de 118 mil trabalhadores em Portugal, na Polónia e na Colômbia”.

Sublinha que a Jerónimo Martins foi “o primeiro retalhista em Portugal a assumir publicamente a nossa pegada de desperdício, porque só com essa pegada de responsabilidade e esse compromisso, é que sabemos como começar o caminho do combate à redução do desperdício”.

18mil toneladas
Em 2020, a Jerónimo Martins doou 18.687 toneladas de produtos alimentares em perfeitas condições. 

A Jerónimo Martins assumiu o compromisso de, até 2030, reduzir para metade o desperdício alimentar gerado pelas suas atividades. Em 2020, a doação de produtos alimentares em perfeitas condições de consumo totalizou 18.687 toneladas, um aumento de 19% face a 2019. Por outro lado, em 2020 adquiriu 13,3 mil toneladas de alimentos não calibrados aos seus produtores. O objetivo para o triénio 2021-2023 é limitar a quantidade de alimentos desperdiçados a 16,1 kg por cada tonelada de alimentos vendidos.

Entre as duas menções honrosas está a Silvex com o projeto em parceria com a Associação Zero, “Devolver à terra” que se destina à promoção da compostagem em meio escolar, abrangendo 96 escolas. Com a pandemia o projeto teve alguns atrasos, mas neste momento os combustores de madeira já estão nas escolas para se iniciar a recolha dos biorresíduos das cantinas e dos bares para a produção de composto.

Cem mil contentores

“É um projeto virtuoso”, diz Carlos Rodrigues, gestor de negócio da Silvex, uma empresa familiar fundada em 1968. Na sua opinião, “vai permitir que as crianças e os jovens tenham acesso a saber que se pode transformar um resíduo em algo com valor, e que, depois de obtido o composto, este vai ser utilizado nas hortas e nos jardins das escolas”.

O Ecoponto em Casa concretiza uma grande ambição da Maia que é fazer a recolha seletiva porta a porta de forma calendarizada, e que se iniciou em 2012 e cobre todo o município com um parque de mais de 100 mil contentores.

“Tem permitido alcançar índices elevados de seleção e de separação de resíduos e de reciclagem”, assinala Paulo Ramalho é presidente Maiambiente. Um dos próximos desafios é “aumentar a separação e para isso estamos a implementar a recolha dos biorresíduos, o que implica mais um contentor que os munícipes e as empresas vão ter de separar”.

Além disso, refere Paulo Ramalho, “queremos implementar um sistema mais justo de pagamento da tarifa pelos resíduos”, nesse sentido propõem-se autonomizar a tarifa dos resíduos urbanos, pelo que, se munícipes e as empresas “forem capazes e eficientes e eficazes”, pagarão uma fatura mais baixa.