A sustentabilidade deve estar no plano de negócios

A sustentabilidade deve estar no plano de negócios

"Comunicar a sustentabilidade não é suficiente, o business-plan da empresa tem de ser todo ele sustentável", disse Paulo Campos e Costa, diretor de Comunicação de Marca e Marketing da EDP, na conferência digital "Comunicação de Sustentabilidade: Qual o Retorno?" no âmbito do Negócios Sustentabilidade 20-30 uma iniciativa do Negócios e com Alto Patrocínio da Presidência da República.

O gestor da EDP referiu ainda que “quando falamos em comunicação sustentável, uma das coisas mais importantes que existe é a clareza na mensagem, o falar verdade, não dizer coisas só para parecer bem”.

Comunicar a sustentabilidade não é fácil, diz Manuela Botelho, secretária-geral da APAN, não basta ter uma estratégia e uma marca sustentável, é fundamental ter a forma certa de partilhar com o consumidor envolvendo-o nessa ação para que as políticas tenham impacto e consequências.

Por sua vez, João Epifânio, Chief Sales Office da Altice, afirmou que a sustentabilidade é vista como “uma ação de 360 graus por isso foi criada o Comité de Sustentabilidade da Altice para promover iniciativas, comportamentos, para um desenvolvimento sustentável e é transversal as nossas marcas tanto da Fundação Altice como das marcas comerciais, como a Meo”.

Assista aqui à conferência Comunicação de Sustentabilidade | Qual o Retorno?


Ação eco-ética

 

Nesse sentido o desenvolvimento de projetos, serviços, compromissos têm de ser sustentáveis by design, que “significa que desde a sua génese qualquer projeto tem estas preocupações subjacentes no seu desenvolvimento”.

“Todos temos de contribuir para descarbonização e uma menor pegada ecológica e são milhões e milhões de papéis e de extratos que os bancos enviam para os clientes anualmente”, explicou Ricardo Valadares, diretor de Comunicação, Marca e Sustentabilidade do Millennium bcp, a propósito de uma ação para reflorestação do Pinhal de Leiria.

“Como as pessoas estão mais recetivas ao digital convidámos os clientes de forma voluntária a aderirem ao extrato digital contribuindo para a doação que o banco faria para a replantação do pinhal de Leiria num desafio lançado pela AMI. Contribuiriam para um bem comum e maior. Desenhamos esta ação dentro do banco, partilhamos com os clientes, sempre com a ajuda da AMI e tivemos uma boa recetividade desta ação eco-ética”.