Água do mar para beber ou para fazer têxteis valem prémio de sustentabilidade  

Água do mar para beber ou para fazer têxteis valem prémio de sustentabilidade  

O Blue Bio Value, um programa de aceleração para a bioeconomia azul, elegeu três start-ups vencedoras, às quais atribuiu um total de 45.000 euros a serem aplicados no desenvolvimento dos respetivos projetos.

Uma das vencedoras é a britânica Salty Co, que substitui o uso de água doce no fabrico de têxteis “pelo recurso mais abundante do planeta”: água salgada, explica o comunicado enviado às redações. Com esta empresa, os têxteis naturais são produzidos a partir de fibras de plantas tolerantes ao sal.

Em Espanha encontra-se uma segunda vencedora, a Refix que desenvolveu bebidas feitas a partir de água salgada do Atlântico. “A bebida tem um sabor salgado agradável, e tem zero açúcares, corantes e conservantes adicionados, tornando-a assim um refresco alternativo e benéfico para diabéticos”, lê-se no mesmo comunicado.

Em território nacional foi a Horta da Ria que se destacou. A start-up portuguesa produz salicórnia, uma planta comestível que cresce em zonas de sapal como a Ria de Aveiro e que serve de alternativa saudável ao sal. Esta produção sustentável traz nova vida à Ria e pode ser integrada em diferentes produtos de consumo alimentar.

O Blue Bio Value contou com a participação de 14 startups finalistas (10 internacionais e quatro portuguesas), que deram a conhecer soluções e negócios ligados à descarbonização, ao restauro de ecossistemas, à dessalinização, à produção sustentável de algas para diferentes fins e à utilização de desperdícios de atividades piscatórias, entre outros. 2020 foi o ano com o número mais elevado de candidaturas desde o lançamento do programa, em 2018, tendo concorrido a esta edição 120 projetos, oriundos de mais de 30 países

Este é um programa da Fundação Oceano Azul e da Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolvido com o apoio da Fábrica de Startups e da BlueBio Alliance.