Sustentabilidade faz parte da estratégia empresarial

Sustentabilidade faz parte da estratégia empresarial

"A sustentabilidade é mais do que uma causa ou um propósito, é uma parte integrante da estratégia das empresas e, em particular, dos operadores de telecomunicações. Na Altice Portugal, a sustentabilidade está em termos estratégicos ao lado do investimento, da inovação, da qualidade de serviço, da proximidade e da responsabilidade social", referiu Luís Alveirinho, CTO da Altice Portugal. Em setembro de 2020, a Altice Portugal criou um Comité de Sustentabilidade.

A tecnologia tem marcado o que têm sido as infraestruturas de telecomunicações, mas cada vez mais articuladas com a sustentabilidade. Como referiu Luís Alveirinho, a Meo tem tido “uma preocupação específica em garantir sustentabilidade utilizando tecnologia de última geração na construção do data center que temos na Covilhã, com níveis de eficiência energética mais elevados do setor. Temos essas preocupações quando lançamos um conjunto de ofertas e serviços na área da cloud, garantindo a sustentabilidade das empresas que utilizam esse tipo de soluções, como na solução Meo Energia que é totalmente baseada em energia verde”.

“A sustentabilidade e a tecnologia andam nas empresas de mãos dadas”, reforçou Luís Alveirinho. O conjunto de tecnologias que suportam tudo o que tem a ver com a digitalização da vida e a transformação da vida com base em tecnologia, como as redes digitais de lata velocidade 4G ou 5G, fixas ou móveis, têm a ver com virtualização, cloud e inteligência artificial para garantir níveis superiores de sustentabilidade.

Negócio mais sustentável

As ferramentas digital de colaboração, de comunicação, a internet das coisas, a sensorização que suporta um conjunto de negócios e de serviços como a telemedicina, telemonitorização, teleconsulta, virtualização e cloudização das empresas, comércio eletrónico, teletrabalho, digitalização do processo educativo. Hoje em dia soluções baseadas em tecnologia de ponta que tem muito a ver com cidades digitais, racionalização dos consumos que fazemos. “No negócio das telecomunicações é importante dizer que a tecnologia não é nosso core business, mas sempre será core e fundamental para fazermos o nosso negócio”, sublinhou Luís Alveirinho.

Privilegiar o consumo de energia verde

Tendo em vista um mundo e um negócio cada vez mais sustentáveis, a Meo tem apostado em redes mais modernas e menos consumidoras de recursos energéticos. A fibra ótica, que cobre cerca de 5,9 milhões de casas, “é uma rede menos consumidora do que as redes tradicionais em cobre numa relação na ordem dos 40 a 60%. Em termos de equipamentos que se utilizam nas redes da Meo e se instalam em casa dos clientes existe racionalização em termos de energia”, diz Luís Alveirinho.

Em 2018, fizeram a renovação total da rede móvel nacional e só essa modernização e a transição da comutação tradicional dos anos 80 e 90 para novas redes, o que permitiu poupar cerca de 10,7 toneladas de CO2. Utilizam sistemas verdes para a alimentação e energia dos sites móveis quer da rede fixa e um número significativo de antenas instaladas no país que são alimentadas 24 horas por dia com energia solar, a que se juntam soluções inovadoras de software e IA que permitem otimizar a utilização e as necessidades de energia.

“Cerca de 90% da energia que consumimos tem a ver com a tecnologia que utilizamos e, portanto, temos a preocupação de reduzir o consumo de energia e privilegiar o consumo de energia verde, que hoje já representa 60%”, diz Luís Alveirinho. Sublinha ainda o esforço na redução de impactos em termos de ruído, paisagem e radiações eletromagnéticas para uma maior sustentabilidade e bem-estar da vida social.

O toque da tecnologia  A Conferência Digital Negócios Sustentabilidade 20-30, dedicada ao tema do “Digital e IA- Papel da Tecnologia na Sustentabilidade”, realizou-se a 8 de outubro de 2020, e teve início com a presença de André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital, a que se seguiu o Keynote Speech, Luís Alveirinho, chief technology officer (CTO) da Altice Portugal. O debate contou com António Miguel Ferreira, presidente e managing director da Claranet Portugal, Arlindo Oliveira, professor catedrático do Instituto Superior Técnico, José Ferrari Careto, diretor da Digital Global Unit da EDP, Luís Alveirinho, e Maria José Campos, administradora executiva do Millennium bcp. A moderação foi de Celso Filipe, diretor adjunto do Jornal de Negócios.