Finanças sustentáveis vão ter um impacto significativo nos projetos

Finanças sustentáveis vão ter um impacto significativo nos projetos

"O contributo que o sistema financeiro pode dar à sustentabilidade foi reforçado pelas finanças sustentáveis, princípios de ESG no sistema financeiro. Temos feito um esforço ao longo dos anos para adequar as nossas soluções para responder a um conjunto de desafios que vão de uma cidadania mais informada, ativa e consequente até padrões de consumo bastante alterados, e que vai ao tema das prioridades públicas que estão a ser realinhadas com os objetivos ambientais e sociais", afirmou Paulo Neves, responsável pela área de Sustentabilidade do Millennium bcp.

É um ecossistema determinante para a banco, com “o sistema normativo-regulamentar por parte dos supervisores a acelerar esta dinâmica de transformação. As diretrizes das finanças sustentáveis vão ter um impacto significativo em todos os projetos a financiar e vão produzir alterações e dinâmicas de evolução com um conjunto de requisitos a que todos os atores vão ter de obedecer”.

“O BCP tem centenas de colaboradores e de espaços em muitas das cidades do país, que têm vindo a posicionar-se pelo exemplo e com uma política ambiental com metas e objetivos concretos muito definidos, que monitorizamos e comunicamos regularmente, e nos tem permitido reduzir de uma forma muito significativa a pegada ecológica. O que também se deve tanto às medidas de eficiência energética que temos vindo a implementar como ao contributo dos gestores na gestão cuidada que fazem dos consumos discricionários”, disse Paulo Neves.

O banco como financiador

Numa visão acumulada a cinco anos, o BCP conseguiu reduzir o consumo de eletricidade em 26%, o consumo de energia em 34%, e estão em linha com as metas para o roteiro nacional da neutralidade carbónica.

Em 2019, aderiu ao Pacto de Mobilidade Empresarial para a cidade de Lisboa, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e do BCSD Portugal com o compromisso de descarbonizar 80% da frota automóvel até 2030.

Por sua vez, no Tagus Park em Oeiras, o banco tem uma central fotovoltaica que produz mais de 1 G anualmente e corresponde a 8% do consumo total do banco. Além de otimizar os custos de exploração, reduz a pegada e evita a emissão de muitas centenas de toneladas de CO2.

Como financiador, o banco vai fazer duas grandes alterações no âmbito do plano diretor de sustentabilidade com a inclusão dos critérios ESG nas políticas de risco. “Vamos manter o rigor de sempre na nossa análise de risco, mas com uma maior valorização dos aspetos ambientais e sociais, que vão ser incluídos nas matrizes dos processos de avaliação. O que vai permitir ao banco perceber muito melhor o impacto dos projetos que financia e grande parte desses projetos acontecerão em ambiente urbano”, sublinhou Paulo Neves.